Nova terceira idade: as mudanças do envelhecer em 2026
O processo de envelhecer faz parte da vida, no entanto, em 2026, a terceira idade não é vivida mais da mesma forma como em outras décadas. Com o avança da medicina e tecnologias, além de mudanças culturais e no autocuidado o caminho da longevidade vem se transformado, e pessoas de 60 ou 70 anos nem sempre aparentam a idade, seja na estética ou na saúde física.
O processo natural do tempo se torna uma equação um pouco mais robusta, que leva em consideração reserva muscular, preservação de colágeno, alimentação, rotina de sono e a longevidade traz fatores que não somente ampliam o tempo de vida, como também sua qualidade.
De acordo com a endocrinologista e metabologista Gisele Lorenzoni, a preservação de massa muscular, por exemplo, é um dos fatores que impactam na saúde metabólica e refletem em um envelhecimento mais saudável e com autonomia. “Os treinos de força não devem ser vistos apenas como uma estratégia estética, mas como uma ferramenta de saúde. Ter massa muscular e força significa ter mais reserva funcional para enfrentar o envelhecimento preservando a independência nas atividades do dia-a-dia”, ressalta a médica.
Os benefícios muitas vezes só são valorizados quando começam a faltar: levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar compras, brincar com os netos, viajar, caminhar e manter o equilíbrio. Por isso, para a especialista, o fundamental é não esperar a perda de autonomia aparecer para começar a cuidar da musculatura.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem exercícios de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana. Já para os idosos, a recomendação inclui atividades que trabalhem força e equilíbrio para melhorar a capacidade funcional e ajudar na prevenção de quedas.
Além da força física, a musculatura exerce papel importante no metabolismo da glicose. O tecido muscular é um dos principais locais de utilização de glicose pelo organismo, e o treinamento resistido pode contribuir para melhorar a sensibilidade à insulina.
“A atividade física não deve ser vista como algo que vai “rejuvenescer” os hormônios, ou nos manter sempre jovens. Mas como uma ferramenta que promove estímulos fisiológicos que melhoram a função muscular e metabólica, preservando a capacidade do organismo de funcionar bem ao longo do envelhecimento”, conclui a endocrinologista Gisele Lorenzoni.
Texto: Lydia Lourenço
Foto de Capa feita por IA

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