Gilson Daniel intensifica reta final da campanha para deputado federal no Espírito Santo

Gilson Daniel intensifica reta final da campanha para deputado federal no Espírito Santo

Ex-prefeito por dois mandatos, ex-secretário estadual e atual deputado federal, Gilson Daniel aposta na experiência construída nos municípios para buscar novo mandato na Câmara

Quando Gilson Daniel (Podemos) pede mais um mandato de deputado federal ao eleitor capixaba, existe uma cidade que ocupa posição central em sua trajetória política: Viana.

Foi ali que ele passou pela Câmara Municipal, chegou à Prefeitura e governou durante dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020. Depois, ampliou sua atuação para o cenário estadual e nacional até chegar à Câmara dos Deputados.

Agora, Gilson chega à reta final das eleições de 2026 tentando transformar esse currículo em mais quatro anos de mandato em Brasília.

Viana virou sua principal vitrine política

Gilson assumiu a Prefeitura de Viana em 2013 e permaneceu no comando do município por oito anos.

Em discurso registrado oficialmente pela Câmara dos Deputados, ele afirma que sua administração realizou 1.006 obras durante os dois mandatos. Ao deixar a Prefeitura, conseguiu ainda fazer seu sucessor: Wanderson Bueno, eleito em 2020 com 66,36% dos votos.

Bueno permanece prefeito de Viana e atualmente está em seu segundo mandato.

Essa continuidade administrativa é um dos elementos da trajetória que Gilson apresenta como legado de sua passagem pela cidade.

Mas foi depois da Prefeitura que seu raio de atuação começou a ultrapassar definitivamente as fronteiras de Viana.

O prefeito virou municipalista

Gilson presidiu a Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes) e a Associação Brasileira de Municípios (ABM). Sua biografia oficial na Câmara também registra passagem pela presidência da Confederação Nacional de Municípios.

Foi daí que nasceu uma das marcas de seu discurso político.

Municipalismo.

A ideia defendida por Gilson é simples: Brasília concentra boa parte dos recursos, mas é nas cidades que a população procura escola, posto de saúde, assistência social, pavimentação, saneamento e os serviços públicos do cotidiano.

Em maio deste ano, durante a Marcha dos Prefeitos, ele voltou à tribuna da Câmara para defender esse modelo e afirmou ter destinado emendas para os 78 municípios do Espírito Santo.

“É no Município que a vida acontece.”

A frase virou praticamente uma síntese de seu mandato.

Da Prefeitura para o Governo do Estado

Antes de chegar ao Congresso, Gilson também passou pelo Governo do Espírito Santo.

Em 2021, foi secretário de Governo. No ano seguinte, comandou a Secretaria de Economia e Planejamento.

A experiência acrescentou ao currículo uma dimensão diferente daquela adquirida como prefeito: planejamento estadual, orçamento e articulação entre governo e municípios.

Gilson é contador e possui formação de pós-graduação e mestrado. Também publicou o livro “Gestão Pública voltada para Resultados”.

De Viana para a Câmara dos Deputados

Em 2022 veio o próximo passo.

Gilson Daniel foi eleito deputado federal pelo Espírito Santo e assumiu o mandato em fevereiro de 2023.

Na Câmara, manteve o municipalismo como uma das principais bandeiras.

Em 2026, os registros oficiais da Casa mostram atuação em proposições, relatorias, votações e discursos no plenário.

O deputado também passou a utilizar sua experiência como ex-prefeito para estabelecer relacionamento com gestores municipais e defender mudanças no financiamento das cidades.

Uma trajetória construída degrau por degrau

A história política de Gilson Daniel ajuda a explicar sua posição na eleição deste domingo.

Ele foi vereador, prefeito por dois mandatos, presidente de entidades municipalistas, secretário estadual e deputado federal.

Poucos candidatos chegam à disputa tendo passado por tantas etapas diferentes da administração pública.

Isso não determina o resultado das urnas — quem decide é o eleitor —, mas oferece um currículo concreto para ser avaliado.

Gilson busca agora a reeleição para deputado federal pelo Podemos, número 2000. Seu registro de candidatura está deferido.

A pouco mais de 24 horas da votação, a pergunta passa a ser outra:

quanto dessa trajetória construída em Viana, ampliada pelos municípios capixabas e levada até Brasília será convertida novamente em votos?

A resposta virá das urnas neste domingo.

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