Calendário de feriadões anima hotelaria e bares e aquece a economia capixaba
O calendário de 2026 trouxe uma sequência generosa de feriados prolongados no Espírito Santo e no restante do país — e isso já acendeu o sinal verde para hotéis, bares e restaurantes. A expectativa do setor é de aumento no fluxo de clientes e melhora no faturamento ao longo do ano.
Na hotelaria capixaba, a projeção inicial é repetir, no mínimo, o desempenho de 2025, quando o setor cresceu 9,5%, com chances concretas de avançar ainda mais. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo, Fernando Otávio Campos.
Segundo ele, os feriadões vão além do simples aumento de hóspedes. Eles abrem espaço para elevar a diária média e melhorar a rentabilidade, desde que os hotéis adotem uma gestão comercial mais estratégica.
“Quando você tem sete feriados nacionais caindo na segunda ou na sexta, cria-se o cenário ideal para viagens curtas. Esse é exatamente o perfil que mais movimenta a hotelaria fora da alta temporada: escapadas de três dias para o litoral ou as montanhas, com decisões rápidas e alta taxa de ocupação”, explica.
A recomendação é clara: uso de preço dinâmico, exigência de número mínimo de noites quando fizer sentido e criação de pacotes bem estruturados para os períodos de maior demanda.
Apesar do cenário favorável, Campos faz um alerta. Com vários estados disputando o mesmo turista, a concorrência entre destinos aumenta, o que exige mais agilidade do Espírito Santo na promoção turística.
“É fundamental investir em marketing com consistência e alcance nacional. Não dá para deixar campanha guardada. Tem que colocar o investimento na rua e disputar esse viajante desde já. Quem chegar atrasado perde espaço”, afirma.
Bares e restaurantes também projetam alta
No setor de alimentação fora do lar, o clima também é de otimismo. A expectativa é de crescimento entre 5% e 10% no faturamento bruto durante os feriadões, em comparação com o mesmo período do ano passado. A projeção é do presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado, Rodrigo Vervloet.
Além dos feriados prolongados, outro fator deve impulsionar o movimento, especialmente nos bares: a Copa do Mundo. O evento tende a estimular ações temáticas, transmissões em telões e promoções especiais, ampliando o tempo de permanência do público nos estabelecimentos.
Na hotelaria, a estratégia segue a mesma linha. Eventos, experiências gastronômicas e pacotes temáticos entram no radar como forma de atrair hóspedes e criar novas oportunidades de venda.
“Esses fatores juntos abrem novas janelas de faturamento. O desafio é saber capturar essa atenção no momento certo”, resume Campos.
Datas que puxam o movimento
Em 2026, sete feriados nacionais caem em segunda ou sexta-feira, formando feriadões estratégicos para o turismo:
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Paixão de Cristo – 3 de abril (sexta-feira)
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Dia do Trabalho – 1º de maio (sexta-feira)
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Independência do Brasil – 7 de setembro (segunda-feira)
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Nossa Senhora Aparecida – 12 de outubro (segunda-feira)
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Finados – 2 de novembro (segunda-feira)
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Dia da Consciência Negra – 20 de novembro (sexta-feira)
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Natal – 25 de dezembro (sexta-feira)
Cenário de crescimento
A combinação entre feriados prolongados, eventos esportivos e estratégias comerciais mais agressivas cria um ambiente favorável para o setor. A hotelaria trabalha com crescimento mínimo de 9,5%, enquanto bares e restaurantes projetam avanço de até 10% no faturamento.
Os feriadões tendem a elevar a taxa de ocupação, melhorar a tarifa média e aumentar o consumo, sobretudo nos empreendimentos mais bem posicionados. Destinos como Vitória e Vila Velha aparecem como protagonistas nesse cenário, já que mantêm boa ocupação durante a semana por conta de eventos corporativos e institucionais.

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