Espírito Santo: um tesouro de biodiversidade entre o mar e as montanhas
Com impressionante diversidade de paisagens e espécies, o Espírito Santo se destaca como um dos territórios mais ricos em biodiversidade do Brasil. Apesar de ser um estado de dimensões territoriais relativamente pequenas, sua variedade de ambientes naturais revela uma verdadeira joia ecológica, reconhecida por especialistas e pesquisadores que atuam na área ambiental.
Estabilidade climática favoreceu a vida
Um dos principais fatores que explicam a riqueza de espécies presentes no Espírito Santo é o clima. Estudos indicam que, ao longo de milhões de anos, enquanto outras regiões brasileiras passaram por mudanças climáticas intensas, o estado manteve relativa estabilidade. Esse cenário permitiu a permanência de espécies que desapareceram em outras áreas, além de impulsionar a evolução de novas formas de vida.
É possível encontrar na Mata Atlântica capixaba representantes de fauna típicos da região amazônica. Esses animais permaneceram isolados com o recuo das florestas em outras partes do país, mas resistiram nas matas capixabas, que mantiveram ativas redes ecológicas complexas ao longo do tempo.
Diversidade impulsionada pelo relevo
Outro elemento que favorece a biodiversidade local é a variação altitudinal do território. Em cerca de 40 minutos de deslocamento, é possível sair do nível do mar e alcançar áreas de montanha. Essa transição rápida entre altitudes cria microclimas distintos e abriga diferentes tipos de vegetação — das restingas litorâneas aos campos de altitude.
Com essas mudanças no relevo, diversas espécies de fauna e flora se adaptaram a ambientes muito específicos. Isso torna o Espírito Santo um importante reduto de espécies endêmicas, ou seja, que existem apenas nesta região do planeta.
Riqueza também presente no mar
A biodiversidade capixaba não está limitada ao ambiente terrestre. As águas do litoral do Espírito Santo também são ricas em vida marinha, graças ao encontro de duas importantes correntes oceânicas — uma vinda do Norte e outra do Sul. Essa convergência torna o ecossistema marinho mais produtivo, atraindo peixes, moluscos, cetáceos e tartarugas-marinhas.
As águas costeiras capixabas, por exemplo, são rota das baleias-jubarte, que escolhem essa região para a reprodução. Tartarugas-marinhas também retornam anualmente às praias do estado para o ciclo de desova.
Preservar é valorizar
Em meio a tantas riquezas naturais, o Espírito Santo enfrenta desafios como o desmatamento, a poluição e a especulação imobiliária. Ainda assim, há muito a ser preservado — e esse patrimônio natural é um bem coletivo, essencial para a qualidade de vida atual e das futuras gerações.
Valorizar a biodiversidade capixaba é reconhecer o território como parte de um patrimônio ecológico único no mundo. A natureza que ainda resiste em terras capixabas deve ser compreendida não apenas como um recurso, mas como um legado. Um verdadeiro tesouro que merece respeito, proteção e orgulho por parte de todos os que vivem neste estado.
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