Jacaraípe em alerta: moradores cobram ação contra atos obscenos e assédio na praia

Jacaraípe em alerta: moradores cobram ação contra atos obscenos e assédio na praia

A Praia de Jacaraípe, um dos principais cartões-postais da Serra, vive hoje um cenário que escancara contradições e abandono do poder público. Enquanto o discurso oficial fala em proteção ao meio ambiente, com destaque para ninhos de tartarugas na restinga, a realidade no chão é outra: lixo espalhado por toda parte, falta de limpeza, insegurança e riscos à saúde pública.

Moradores e frequentadores relatam que a sujeira acumulada em áreas de vegetação e próximo à orla virou um prato cheio para a proliferação de mosquitos, aumentando o risco de doenças como dengue e chikungunya. A ausência de manutenção básica transforma um espaço que deveria ser de lazer em um ambiente insalubre e perigoso, principalmente para quem leva crianças à praia.

O problema não para por aí. Nos mesmos pontos onde a sujeira se acumula e o mato cresce sem controle, há denúncias recorrentes de atos obscenos e risco de crimes sexuais, com homens escondidos na restinga ou dentro de carros, a poucos metros de mulheres, crianças e famílias. O cenário é de abandono completo: enquanto quem quer curtir a praia se sente constrangido e inseguro, quem pratica esse tipo de crime se sente à vontade, amparado pela falta de fiscalização.

O vereador C&A (CIA) levou a situação ao plenário e cobrou providências. Ele procurou o secretário municipal de Meio Ambiente, Cláudio Denicoli, e o secretário municipal de Serviços, Enivaldo Dias, pedindo ações imediatas de limpeza, fiscalização e presença do poder público nos trechos mais críticos da orla. Até agora, segundo o vereador, não houve retorno efetivo das secretarias e a população continua sem resposta.

O parlamentar destaca que está falando de um ponto específico e simbólico do problema: São Francisco, na orla da Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, justamente onde está prevista a obra do novo calçadão.

Para ele, a cidade não pode esperar a obra começar para fazer o básico, que é limpar, cuidar e garantir segurança agora.

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“Existe um discurso bonito de proteção ambiental, mas como falar em meio ambiente protegido com lixo espalhado por todo lado? Como falar em cuidado com a restinga se o local virou esconderijo para prática de atos obscenos e ambiente propício para mosquito e doença? Isso não é proteção, é maquiagem”, resume a crítica.

O vereador afirma que já protocolou pedidos logo no início do mandato e que vai anexar os registros em vídeo como prova da situação real da orla. A cobrança agora é pública e direta. Segundo ele, não foi eleito para passar a mão na cabeça de ninguém.

A pressão é clara: ou o poder público age agora, com limpeza permanente, fiscalização e presença na orla, ou Jacaraípe seguirá perdendo famílias, turistas e credibilidade. O que está em jogo não é política pequena, é segurança, saúde pública e respeito com quem vive e frequenta a praia.

*As secretarias foram procuradas para se posicionar sobre as denúncias, mas não responderam até o fechamento desta matéria.