Pazolini amplia ações de proteção às mulheres com mobilização em feira do Bairro República

Pazolini amplia ações de proteção às mulheres com mobilização em feira do Bairro República

Uma rede de apoio é fundamental para apoiar mulheres em situação de violência. Ter esse acolhimento na Casa do Cidadão é importante para diminuir essas agressividades, aumentar as denúncias e impedir mais violência”. O relato é de uma moradora que preferiu não se identificar e resume o impacto da rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Vitória.

E para alertar a importância da denúncia e o acesso aos serviços de apoio, foi realizada, na manhã desta terça-feira (03), na feira livre do bairro República, a ação de conscientização “Maria da Penha vai à feira”.

Ao longo da manhã, equipes da Gerência de Proteção à Mulher percorreram a feira dialogando diretamente com as frequentadoras. A escuta atenta, o esclarecimento de dúvidas e a distribuição de materiais informativos marcaram a ação, que foi conduzida com sensibilidade e respeito. As orientações abordaram os diferentes tipos de violência doméstica e familiar, além dos caminhos disponíveis para que as mulheres possam buscar ajuda e romper o ciclo da violência.

A subsecretária da Mulher, Deborah Alves, destacou o caráter educativo e acolhedor da campanha. “Queremos que as mulheres saibam que existem caminhos, apoio e políticas públicas pensadas para elas. A campanha é um espaço de escuta e empoderamento. Estar na feira, conversando diretamente com as pessoas, torna essa mensagem ainda mais próxima e verdadeira”, afirmou.

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, acompanhou a ação e reforçou o compromisso da gestão com o enfrentamento à violência contra a mulher. “Esse é mais um momento da nossa campanha de conscientização contra a violência doméstica e familiar e de proteção às mulheres. Já são mais de 600 dias sem registros de feminicídio na capital. Reforçamos as ações educativas, o trabalho da Guarda Municipal e também a punição. Vitória não compactua e não aceita a violência doméstica, além de contar com políticas públicas que garantem a proteção das mulheres. Seguimos cuidando de todos para construir uma cidade cada vez melhor”, afirmou.

Morador do bairro há vários anos, Luiz José, de 46 anos, destacou a importância da campanha também para os homens. “Esse tipo de ação faz a gente refletir. É fundamental que os homens entendam o papel deles na proteção das mulheres e no combate à violência. Informação muda comportamento e fortalece toda a comunidade”, afirmou.

A secretária de Assistência Social, Soraya Manato, ressaltou o papel da política pública no acolhimento das vítimas. “Esse tipo de campanha é muito importante para conscientizar as pessoas de que as mulheres precisam e devem ser protegidas, especialmente sensibilizando os homens sobre essa responsabilidade. A Assistência Social é a porta de entrada de cerca de 50% dos casos de agressão contra mulheres, por meio dos nossos Cras. É lá que recebemos essas situações, iniciamos o acompanhamento e fazemos os encaminhamentos necessários para que essa mulher seja acolhida, protegida e consiga enxergar uma luz no fim do túnel para resolver o problema dela”, destacou.

Mais experiências

Ao longo da manhã, ainda, diversas mulheres que passaram pela feira se identificaram com o tema e compartilharam suas próprias vivências. Entre elas, a moradora Ana Lúcia, de 59 anos, que ressaltou a importância da Lei Maria da Penha. “Desde quando implantou essa Lei, as mulheres incentivam uma a outra a fazer a denúncia. Conseguimos passar por esse período de 600 dias sem feminicídio aqui em Vitória, e fiquei muito feliz com essa notícia e que dê tudo certo para que acabe com essas violências”, ressaltou.

Informação que salva e protege

O material informativo distribuído durante a ação apresenta as principais formas de violência contra a mulher — física, psicológica, sexual, moral e patrimonial — com exemplos práticos para facilitar o reconhecimento dessas situações no dia a dia. A orientação é que, ao identificar a vivência de mais de três tipos de violência, a mulher procure imediatamente a rede de apoio.

Os panfletos também reúnem informações sobre os serviços disponíveis em Vitória, como a Casa Rosa, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAMSV), a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, a Defensoria Pública, o Programa de Atendimento às Vítimas da Violência Sexual (PAVIVS), a Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher e a Vara Especializada no Atendimento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Além disso, são reforçados os canais nacionais de denúncia e emergência, como o Disque 180, serviço gratuito e sigiloso, e o Disque 190, para situações de emergência e flagrante.

Avanços no enfrentamento à violência contra a mulher

A marca de mais de 600 dias sem registros de feminicídio em Vitória é resultado de uma atuação integrada que envolve prevenção, políticas públicas estruturadas, uso de tecnologia e fortalecimento contínuo da rede de proteção às mulheres.

As ações priorizam o acolhimento, o monitoramento e a resposta rápida, consolidando estratégias que colocam a preservação da vida, a autonomia feminina e a segurança no centro das políticas públicas. A Prefeitura de Vitória reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva e que a informação continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para romper o ciclo da violência.

Saiba onde encontrar ajuda

Em Vitória, mulheres em situação de violência contam com uma ampla rede de proteção que atua de forma integrada para garantir acolhimento, fortalecimento e novas possibilidades de vida.

Por meio do Centro de Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), da Casa Rosa, do Botão Maria da Penha e de diversas ações comunitárias e de qualificação profissional, a Prefeitura de Vitória tem consolidado políticas públicas voltadas à prevenção, ao atendimento e à autonomia das mulheres, contribuindo para o enfrentamento da violência e a prevenção do feminicídio.

Confira os principais serviços disponíveis no município:
Casa Rosa – Centro Especializado de Atenção à Saúde da Mulher e Família em Situações de Violência
Rua Hermes Curry Carneiro, 249, Ilha de Santa Maria – Vitória/ES
Telefones: (27) 3332-3290 | (27) 9 8107-0192
(Somente para chamadas telefônicas)
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h

CRAMSV – Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência
Avenida Maruípe, 2544, Casa da Cidadania, Itararé – Vitória/ES
Telefones: (27) 3382-5464 | (27) 3382-5391
WhatsApp: (27) 9 8125-0138
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Vitória
Rua Cândido Portinari, s/n – Santa Luzia – Vitória/ES
Telefones: (27) 3198-5981 | (27) 3198-5982

Delegacia Regional de Vitória – Atendimento 24 horas
Rua Maria de Lourdes Garcia, 428, Ilha de Santa Maria – Vitória/ES
Telefones: (27) 3198-7014 | (27) 3198-7015

Defensoria Pública do Espírito Santo
Rua Marília de Rezende Scarton Coutinho, 194, Enseada do Suá – Vitória/ES
(Ao lado do Shopping Vitória)
Atendimento presencial: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Agendamento: defensoria.es.def.br

Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de Vitória
Avenida Maruípe, 2544, Casa da Cidadania, Itararé – Vitória/ES
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h
Telefone: (27) 3227-3000
E-mail: [email protected]

Programa de Atendimento às Vítimas da Violência Sexual (PAVIVS)
Av. Marechal Campos, 1355 – Hospital das Clínicas (Hucam) – Vitória/ES
Ambulatório: de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h
Atendimento de urgência: 24 horas (plantão da maternidade)
Telefone: (27) 3335-7184

Vara Especializada no Atendimento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher
Av. Fernando Ferrari, 1000 – Mata da Praia – Vitória/ES
(Em frente à Ufes, ao lado do McDonald’s)
Telefone: (27) 3134-4783
E-mail: [email protected]

Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
Ligação gratuita. Serviço nacional que registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes.

Disque 190 – Polícia Militar
Ligação gratuita. Para situações de emergência e flagrante de violência.