Praias da capital estão novamente próprias para banho

Praias da capital estão novamente próprias para banho

As praias da capital estão retomando a classificação própria para banho, após o longo período de chuvas intensas que acometeu a cidade durante os últimos dois meses. Na análise laboratorial divulgada nesta quinta-feira (19), e com validade por sete dias, até o dia 26 de janeiro, 8 pontos já estão com a bandeira verde.

O morador pode conferir a balneabilidade das praias da capital acessando o portal da Prefeitura de Vitoria, no campo Qualidade das águas das praias de Vitória, ou por meio de celulares e tabletes, clicando no ícone “balneabilidade” disponível no aplicativo Vitória Online, na plataforma iOS e Android. Placas indicativas também estão disponíveis nas praias.

“Tivemos um período um pouco fora do comum no volume de chuvas, que atingiu Vitória e a Região Sudeste, considerando essa época do fenômeno La Niña, que ainda estamos sob o efeito dela. Isso altera consideravelmente a qualidade da água da nossa região, aqui do litoral. Mas, efetivamente, temos atuado muito para cobrar da concessionária de água e esgoto uma melhor qualidade dos serviços de esgotamento sanitário da cidade. E também temos atuado, fortemente, para poder inibir e acabar com as ligações irregulares de esgoto na rede de drenagem urbana”, apontou o secretário de Meio Ambiente, Tarcísio Foeger.

Influência

Alguns fatores influenciam na qualidade das praias, dentre eles o período chuvoso. Na capital, a época de chuvas vai principalmente de outubro a janeiro. As chuvas arrastam sujeira, dentre eles material biológico como coliformes e restos de plantas, resíduos sólidos ou líquidos, em maior volume para as praias, por meio dos cursos dos rios, cursos d´água, córregos e canais de drenagem. A cidade de Vitória sofre influência de municípios que estão ao longo do rio Santa Maria da Vitória e manguezais, além da baía de Vitória.

A presença da quantidade desses organismos além do limite estabelecido, de acordo com a resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), é motivada por uma série de fatores: dejetos vindos de afluentes, a influência do formato na praia na capacidade de dispersão dos poluentes, chuva, proximidade com desembocadura de rios e o aumento do número de banhistas.

Classificação

As classificações – própria, imprópria e interditada – têm o objetivo de alertar os banhistas sobre o risco que contatos com águas contaminadas podem trazer à saúde a ajudar na escolha da melhor praia para curtir o verão. A coleta da água para exame laboratorial acontece semanalmente, todas as segundas-feiras, para divulgação às quintas-feiras, valendo por sete dias, e segue os critérios estabelecidos na Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000. Seguir a classificação da balneabilidade evita ao banhista consequências desde infecções nos olhos, ouvidos, nariz e pele até doenças mais graves como gastroenterite e hepatite A.

Fonte: PMV