Corredor que participou de todas as edições da Maratona de Vitória encara novo desafio em 2026
Aos 51 anos, Roberto Diniz transforma a prova em tradição, celebra amizades e prepara uma homenagem à mãe, sua maior incentivadora no esporte.
A história de Roberto Diniz com a Maratona de Vitória começou em 2017, na primeira edição da prova, e continua sendo escrita oito anos depois. Aos 51 anos, o corredor participou de todas as edições realizadas até agora e acompanhou de perto a transformação do evento, que ganhou estrutura, participantes e projeção ao longo dos anos.
Para Roberto, a evolução da competição é perceptível em praticamente todos os aspectos. Desde a organização e os pontos de apoio até a experiência oferecida aos atletas, a prova passou a ocupar um espaço cada vez maior no calendário esportivo da capital.
O corredor lembra que, no início, a estrutura era mais simples. Com o passar dos anos, a Maratona passou a receber participantes de diferentes cidades e a movimentar cada vez mais a cidade durante sua realização.
Além do crescimento do evento, Roberto também acompanhou a evolução da tecnologia utilizada pelos corredores. Tênis, relógios esportivos, roupas e outros equipamentos passaram a oferecer mais recursos para monitorar treinos, ritmo, distância, recuperação e desempenho.
Mas a trajetória do atleta não foi construída apenas com momentos fáceis. Em 2025, ele precisou passar por uma cirurgia para implantação de uma prótese no quadril. O procedimento colocou em dúvida a possibilidade de manter a tradição de participar da prova, mas Roberto decidiu adaptar o desafio às suas condições físicas.
Após fisioterapia e retomada gradual dos treinos, ele participou da edição de 2025 na distância de 5 quilômetros. A escolha permitiu que continuasse presente no evento sem ultrapassar os limites impostos pelo período de recuperação.
A experiência reforçou uma das principais lições que a corrida trouxe para sua vida: respeitar o próprio corpo e entender que cada prova representa um desafio diferente.
“Aprendi que corrida não é apenas sobre velocidade. É também sobre cabeça, persistência e saber respeitar os limites”, conta.
Amizades que ficam além da corrida
Ao longo dos anos, a participação nas provas também proporcionou a Roberto a construção de novas amizades. Muitos encontros começaram com um simples convite para treinar e acabaram se transformando em relações que permanecem até hoje.
Para ele, esse é um dos maiores presentes proporcionados pelo esporte. A corrida passou a representar não apenas uma atividade física, mas também uma oportunidade de convivência, troca de experiências e superação coletiva.
Roberto afirma que aprendeu com a modalidade valores como disciplina, paciência e perseverança. A experiência também mudou sua forma de encarar dificuldades, mostrando que nem sempre é necessário ser o mais rápido, mas manter a disposição para continuar.
Uma homenagem especial em 2026
A edição deste ano terá ainda um significado emocional diferente para Roberto. Há três meses, ele perdeu a mãe, Maria das Graças Diniz, conhecida como Gracinha, que era sua principal incentivadora no esporte.
Por isso, a participação na Maratona de Vitória 2026 será também uma forma de homenageá-la. Ao longo de sua trajetória, ela acompanhou as conquistas do filho e celebrou cada uma de suas participações nas corridas.
Roberto guarda as medalhas e os números de peito de todas as provas como lembranças das diferentes fases de sua vida. Cada item representa períodos de treinamento, desafios enfrentados, conquistas e momentos compartilhados com pessoas importantes.
Mesmo depois da cirurgia, ele afirma que continua encontrando prazer na corrida e pretende seguir participando de novas edições da competição.
Maratona de Vitória 2026
A próxima edição da Maratona de Vitória será realizada nos dias 29 e 30 de agosto, com concentração na Praça do Papa, na Enseada do Suá.
As inscrições e informações sobre a competição estão disponíveis nas plataformas oficiais do evento.
Para quem ainda pensa em começar a correr, Roberto deixa um conselho baseado na própria experiência: não ter pressa, respeitar os limites do corpo e aproveitar o percurso.
Segundo ele, a primeira prova não precisa ser marcada pelo tempo ou pela colocação, mas pela realização pessoal de chegar ao fim e perceber que um desafio próprio foi superado.

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